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Programação na Uepa comemora centenário de Dalcídio Jurandir

Quais expectativas podem gerar as obras de um escritor nativo da Ilha do Marajó, que já foi lavador de pratos no Rio de Janeiro e preso por ser comunista ativo na década de 30? A resposta abrange artigos para grandes jornais do país, 11 romances publicados nacional e internacionalmente, e primeiro lugar em um concurso que tinha, dentre os jurados, escritores como Raquel de Queiroz e Jorge Amado.

Essa foi apenas parte da biografia do escritor paraense Dalcídio Jurandir (1909-1979), nascido na Vila de Ponta de Pedras, no Marajó, e que neste ano completa o centenário de seu nascimento. Para comemorar a data, a Universidade do Estado do Pará (Uepa) realiza, a partir do dia 08 de janeiro, uma programação que reúne mesa-redonda, apresentações de vídeos e defesas de dissertações do Programa de Mestrado em Educação na Linha de pesquisa Saberes Culturais e Educacionais da Amazônia.

Aproveitando a data, a Editora da universidade (Eduepa) lança a segunda edição do livro “Primeira Manhã”, sobre a saga do personagem Alfredo em busca de uma vida melhor. A dificuldade de acesso à obra de Dalcídio, que teve poucas edições, algumas só encontradas em sebos, foi um dos motivos para o lançamento do livro.

“Mergulhando na obra de Dalcídio se tem uma compreensão melhor sobre a Amazônia e seus saberes culturais. São textos sobre o Marajó e a cidade de Belém, com toda sua cultura, suas manifestações, sua sociedade, reflexões sobre educação e diferentes aspectos regionais” revela Josebel Akel Fares, diretora da Eduepa.

Pelo fato do escritor ter nascido em Ponta de Pedras e ter passado a maior parte da infância em Cachoeira do Arari (ambos no Marajó), a programação congrega não só os trabalhos sobre a obra do escritor, mas aqueles que estudam o espaço romanesco de grande parte do Ciclo do Extremo Norte.

As atividades do Centenário acontecem até junho, em homenagem aos 30 anos da morte do escritor.

A realização é da Pro-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, Editora da Uepa, Centro de Ciências Sociais e Educação, Mestrado em Educação, Coordenação do Curso de Letras, COAD e Grupos de Pesquisa Culturas e Memórias Amazônicas (CUMA) e Sociedade, Cultura e Ideologia (SOCID).

A programação:

Janeiro:

Dia 08 (5ª feira):
– Lançamento da Programação Defesas das dissertações do Programa de Mestrado em Educação da Universidade do Estado do Pará – Uepa/Linha de pesquisa Saberes Culturais e Educacionais da Amazônia:

10h: “A Educação no Museu do Marajó: ver, tocar e contextualizar” de Darcel Andrade Alves. Banca: Prof. Dr. José Guilherme Fernandes (UFPA); Profa. Dra. Nazaré Cristina Carvalho (UEPA); Profas. Dras. Josebel Akel Fares e Denise Simões Rodrigues (Orientadoras). Apresentação do vídeo “É proibido não tocar os saberes no Museu do Marajó” de Darcel Andrade.

16h: “Representações de Educação na Amazônia de Dalcídio Jurandir: (des) caminhos do personagem Alfredo em busca da educação escolar”, de Fernando Jorge Santos Farias.

Banca: Professoras Marli Furtado (UFPA), Maria do Perpétuo Socorro Avelino França (Uepa), Josebel Akel Fares e Denise Simões Rodrigues (orientadoras).

Dia 16 (6ª feira):
– Defesas das Monografias de Especialização em Estudos Linguísticos e Análise Literária:

A leitura em “Chove nos campos de Cachoeira”, de Dalcídio Jurandir , por Iraneide da Silva da Costa

Crendices em “Chove nos campos de Cachoeira”, de Dalcídio Jurandir, por Lidiane Garcia Negrão

Poéticas: mitopoéticas amazônico-marajoara em composições de Soure/PA, por Solange Lima Ramirez Pantoja

Março:

– Lançamento do romance “Primeira manhã”, de Dalcídio Jurandir (Eduepa)- obra cuja temática enfatiza a chegada de Alfredo, protagonista dos romances do Ciclo do Extremo Norte, no Liceu, o primeiro dia de aula, os desencantos com a escola e, com isto, reflete sobre educação formal. A literatura além de fruição, sua função primeira, se ocupa em retratar as mazelas humanas.

– Mesa redonda sobre “Primeira Manhã”:

Antonio Olinto (Apresentação – Membro da Academia Brasileira de Letras)- a confirmar; Paulo Jorge Martins Nunes (prefácio – Unama); Marli Furtado (posfácio – UFPA); Rosa Assis (Glossário- Unama – UFPA); Josebel Akel Fares (coordenação da edição – Uepa); José Roberto Pereira ou de Margarida Benicasa (filhos do escritor)

Junho:

Dias 15, 16, 17

VI Interletras/ III Simpósio de Letras – Tema dos eventos: Dalcídio Jurandir

Colóquio “Sentidos da Cultura” – Tema: Dalcídio Jurandir (CUMA/ SOCID).

Texto: Ascom – Uepa

Setembro:

O lançamento oficial do livro “Primeira manhã” está marcado para o dia 29 de setembro | 18h, na Eduepa. No dias seguintes as homenagens continuarão, por ocasião do VI Interletras e III Simpósio de Letras (30/09 até 01/10), que tem como tema Dalcídio Jurandir, Olhares Sobre a Língua e a Literatura Brasileira de Expressão  Amazônica, na UEPA.

VIº Interletras e IIIº Simpósio de Letras, dias 30 de setembro, 01 e 02 de outubro de 2009. Tema: “Dalcídio Jurandir – olhares sobre a língua e a literatura brasileira de expressão amazônica” . http://interletras2009.blogspot.com .

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Programação da UNAMA

Exposição – janeiro e fevereiro
“Dalcídio Jurandir – barro de princípio do mundo”
Espaços da Galeria de Arte Graça Landeira, na Unama. Av. Alcindo Cacela, 287. Bairro Umarizal.

Aula inaugural dia 4 de fevereiro
Conferência: “Amazônia: o chão de Dalcídio Jurandir ”

Música:
Apresentação Coro Cênico da UNAMA :
“Trilhas D’água” no chão encharcado de Dalcídio
Auditório David Muffarrej

Rodas de leitura com dramatização – março e abril
Essências de Dalcídio : ” a farinha-d’água dos meus beijus.”
Auditório David Muffarrej

Colóquio com início em 13 de março
Encontros com Dalcídio:
Dalcídio Jurandir e Bruno de Menezes
Dalcídio Jurandir e Eneida.
Dalcídio Jurandir e Ferreira de Castro
Dalcídio Jurandir e Lindanor Celina
Dalcídio Jurandir e Benedito Monteiro
Auditório David Muffarrej – 18h30

Memória – em abril

Placa do PROJETO BELÉM da MEMÓRIA
A Belém de Dalcídio Jurandir

Publicação – junho

Edição Comemorativa: Revista ASAS DA PALAVRA nº 25

Extensão – março a junho

Itinerância nas escolas de educação básica de Belém,com a exposição
Dalcídio Jurandir – barro de princípio do mundo, oficinas e rodas de leituras, executadas por monitores e alunos de Estágio Supervisionado da UNAMA, com a supervisão de professores do Curso de Letras da UNAMA.

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A Lei 7.244 institui 2009 como o “Ano Estadual Dalcídio Jurandir”, homenagem ao nascimento de um dos maiores autores paraenses, comemorado em 10 de janeiro. Dalcídio Jurandir Ramos Pereira nasceu em Ponta de Pedras. Em 1928, partiu para o Rio de Janeiro, onde morou até sua morte, em 1979. Em 1931, retornou para Belém. Escreveu para vários veículos de imprensa. Em 1972, a Academia Brasileira de Letras concede ao autor o Prêmio Machado de Assis, entregue por Jorge Amado, pelo conjunto de sua obra. Entre suas obras estão Chove nos Campos de Cachoeira (1941) e Marajó (1947).

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